Brasil, país
emergente com economia de “primeiro mundo”, terra da alegria e de um futuro
brilhante, tão próximo a ponto de podermos tocá-lo com as pontas dos dedos, em
apenas um esticar de braços. Na televisão, propagandas privadas cedem espaço ao
marketing público, onde nos vendem e tentam empurrar de todas as maneiras
possíveis a concepção da certeza de vivermos em um país maravilhoso e, no mais
fiel sentido da palavra, progressista.
Mas, até
quando vamos aceitar e nos acomodar perante tamanha hipocrisia? Enquanto pintam
a nação dos sonhos, corrupções se multiplicam a cada dia, ainda mais abusivas. Mostram-nos
números frios, que em nada ou muito pouco se traduzem na vida de nossa
população; ostentam, se gabam e pregam a democracia, quando na verdade não
passa de uma política unilateral e movida por interesses.
Nossa terra,
nosso solo, nossas águas, nosso povo e cultura, enfim, nossa pátria tem
realmente muito a oferecer, sendo nossas riquezas demasiadamente imensuráveis.
Temos um potencial enorme, somos privilegiados pela natureza e com um povo singular
em termos de convívio entre etnias, de valores culturais, de história, e, até
mesmo, carisma. Porém, nossa pífia política pública administrativa acaba por
retardar, ou mesmo travar, essa locomotiva esplêndida chamada Brasil.
Definitivamente,
a lucidez indica claramente que há muito que se mudar. Algo tem que alterar o
rumo deste governo em que a má fé e os abusos alcançam a surrealidade. Onde a
ética legítima é afrontada diariamente e famigerados representantes, não todos,
mas a grande maioria, se acham pessoas acima da imperatividade das mais fundamentais leis, garantias,
princípios e, principalmente, deveres citados em nossa Constituição Federal, a Constituição da
República Federativa do Brasil, promulgada sob a proteção de Deus.
Mas vivemos
em um país rico e no qual a pobreza está praticamente erradicada, como países
milenares do continente europeu. Não há nada com o que se preocupar... Fazer o
que? Já pintamos os rostos, levantamos cartazes e saímos às ruas em protestos,
já reivindicamos e invadimos sedes do governo, e pouco ou nada mudou. Talvez
seja essa uma derradeira e infundada alternativa que nos resta, a ironia, uma
tentativa meio que frustrada e desesperada de se fazer sermos ouvidos, de obter
a atenção e a consideração de nossos políticos, nossos meros (na teoria, não na
prática) empregados.
Enfim, após
esmiuçar e destrinchar o atual quadro degenerativo e inerte de nossa política, evidentemente
que há muito que se pensar, há muito que se evoluir, há muito para se revoltar.
Nós, povo brasileiro, temos que nos comover e nos unir a fim de endireitar o curso
desta embarcação em direção a maioria, e não à minoria. Somos o mastro, o leme
e o timão desta embarcação verde e amarela, então usemos os remos e velas (nossos
eleitos) para os convenientes, pertinentes e devidos fins. Brasileiro não
desiste nunca, e como se canta, “se ergues da justiça a clava forte, verás que
um filho teu não foge à luta.”
Ó Pátria amada! “...
Gigante pela própria natureza. És belo, és
forte, impávido colosso...” E que o teu futuro realmente espelhe essa
grandeza.
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